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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Uma oportunidade
Cada dia é uma nova oportunidade para amar. Mais. Melhor. Mas não para amar com um amor qualquer. Porque amar com o nosso amor é pouco. É precário. É pré-histórico. Dá-me ó Pai, o Teu filho Jesus, para que em cada novo dia possa amar, com o Seu amor.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O espelho
“Espelho meu, espelho meu: há alguém mais belo do que eu?”
Demoramo-nos demasiado ao espelho. Penteamo-nos, fazemos a barba, pintamo-nos. A origem do desamor deve-se ao espelho. Ou melhor, no que nele queremos ver reflectido. Tudo por causa da invenção do espelho. O espelho foi inventado pelo Diabo, por Lúcifer, por Satanás, por Narciso. O mesmo é dizer que foi inventado pela divisão, pelo que é rebelde, pelo que é a oposição ao amor, pelo egoísmo. O espelho é constantemente mal usado. Só nos queremos ver a nós nesse espelho. Nem falo do que é de vidro. Mas de tudo o que reflecte. A existência de um espelho é a oportunidade de um retorno de nós mesmos. Retorno sobre nós mesmos é o desamor. É a contemplação, o endeusamento de nós próprios. É fitarmo-nos ao espelho em tudo o que fazemos. É esperar vermo-nos de novo em tudo o que pensamos e geramos.
O Amor é a ausência de espelho. É a ausência de retorno sobre si mesmo. O desamor é o egoísmo do espelho. O egoísmo só admite um movimento, de fora para dentro, de lá para cá. Só dá na medida em que souber que terá um retorno, no mínimo semelhante. É por isso que o amor é desinteressado. Desinteressado positivamente em si. Porque só está interessado no outro. Na verdade, só há amor próprio quando se é capaz de amar um outro que não eu.
“Espelho meu, espelho meu: haverá alguém mais bonito do que tu?”
Deus não se demora ao espelho. Não o tem. Partiu-o. Nunca o utilizou nem nunca o utilizará. Não se penteia, não faz a barba, não se pinta. Não se contempla a si mesmo. O que tem graça, pois o reflexo do Pai, é Ele próprio, mas que é outro, Jesus. E vice-versa. O pai reflecte o filho. O filho reflecte o Pai. São o mesmo, e são reflexos de um outro. Vivem um para o outro e não chegam a olhar sobre si. Estão longe de si próprios. Muito longe. É por isso curioso ler “quem Me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9). Jesus não diz: Quem Me vê, vê Jesus. O mesmo diria o Pai: Quem Me vê, vê o Filho.
O espelho não serve para o amor. Não tem função. Ainda que haja reflexo. Que exercício desafiante este de nos olharmos ao espelho e só conseguirmos ver outro que não nós. Ainda que não pareça à primeira vista, em nós, a pura felicidade, a felicidade eterna, acontece quando ao espelho vemos um outro, quando há ausência de retorno sobre nós mesmos.
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
i/maturidade
O Senhor imaniza-nos sempre para a maturidade. E o que nos custa, o que dói, o que porventura nos faz sofrer, o que provavelmente não conseguimos digerir, deve-se à nossa ainda imaturidade. É o grito natal. Sinal de vida, onde curiosamente, quanto mais maduros, mais felizes, mais criadores, mais Humanos, mais Deus, somos. A Verdade não se contradiz. A chave capta-se em Cristo, onde “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” (Cl 2, 3), o principio e o fim da razão. Método humano que nos leva por nós mesmos a atingir um pedaço da Verdade, do que é mistério, do que é do âmbito da fé. Mas eis que a fé é também conhecimento. A fé é o estado esclarecido da razão. Assim, nesta experiência anfíbia entre fé e razão podemos nós encontrar meios para nos divinizarmos. Tornarmo-nos no próprio Deus. Sim. Tornarmo-nos no próprio Deus. Não se trata de sermos Deus, mas de nos tornarmos cada vez mais semelhantes a Ele.
Da passagem do nada à vida, fazemos a nossa primeira experiência de transmaturidade. Daí em diante, toda a vida é processo de maturação. Amadurecer é tornarmo-nos no próprio Deus. Tornarmo-nos no próprio Deus é amarmos cada vez mais como Deus ama. Esta é se quisermos a grande recompensa das bem-aventuranças. “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 12). A grande recompensa prometida a cada hora por Jesus, o Cristo, não é se não amar como Deus ama. Amar como Deus ama é perdoar como Deus perdoa, é gerar vida como Deus gera, é apagar-se para que outro ser possa Ser.
Da passagem do nada à vida, fazemos a nossa primeira experiência de transmaturidade. Daí em diante, toda a vida é processo de maturação. Amadurecer é tornarmo-nos no próprio Deus. Tornarmo-nos no próprio Deus é amarmos cada vez mais como Deus ama. Esta é se quisermos a grande recompensa das bem-aventuranças. “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 12). A grande recompensa prometida a cada hora por Jesus, o Cristo, não é se não amar como Deus ama. Amar como Deus ama é perdoar como Deus perdoa, é gerar vida como Deus gera, é apagar-se para que outro ser possa Ser.
Deixar-se amadurecer é querer existir.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Do Amor à Esperança
Ora, na verdade, há experiências que realizam mais do que outras é certo. Mas, com verdade, pondo os olhos na nossa realidade, podemos abraça-la com amor. Seja como for. Ainda que não seja nada óbvio. E não é nada óbvio! Assim como também não é nada óbvio abraçar uma cruz com amor. Isto dá que pensar! Temos a prova de alguém que sendo como nós, teve a Sua realização plena pregado numa cruz. E foi daí que brotou vida. Dá-se a ressurreição e nasce tão simplesmente a igreja, da qual temos o privilégio de ter chegado até nós… veja-se bem, quanta esperança põe Deus na fragilidade, no que é pobre, no que é precário…
Hoje de manhã vinha a ouvir uma música que dizia: “Vou-te mostrar que as árvores riem pra ti, Vou-te mostrar que as estrelas dão sinais de si, Vou-te mostrar que o sol te aquece e te abraça, E que tudo não passa do saber viver e contemplar”. Acho que é isto a esperança. Por um sorriso na cruz. É o amor que vence a morte e não o contrário. A morte e todas as mortes em nós, do que é tristeza ao que é frustração, do que é tibieza ao que é egoísmo. E a música continuava “olha à Tua volta e pensa em Deus, Aquele que deu tudo e tudo aos seus, Entrega-lhe o teu estar o teu olhar, E sem o reparares Ele vai-te abraçar, Vai-te ajudar”.. É isto! Tudo não passa do saber viver e contemplar. Se virmos bem à nossa volta há já tanto de premissas do reino pleno de Deus, perto do dia em que Ele será tudo em todos! Hás-de reparar… é daqui nasce a esperança.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Fazer tudo por Amor
Não poucas vezes, quando estamos perante alguém a quem devemos consideração, esforçamo-nos por dar o melhor de nós como que para confirmar o ascendente que tem sobre nós. E se esse alguém for o próprio Deus? Sugiro para esta semana a temática do trabalho (no/para Reino):
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23 S. Paulo); e ainda “Servos, obedecei a vosso senhor … na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre” (Efésios 6:5-8 S. Paulo).
Assim, tudo o que fazemos, fazemo-lo para o Pai. O Senhor quer-nos Santos onde estamos. Com as condições que temos. Pelas mais diversas razões que nos levaram a chegar onde nos encontramos. Assim, cada conversa, cada cliente, cada fornecedor, cada mail enviado, cada mensagem, cada leitura, cada situação, seja revestida da noção plena que o Senhor deposita em nós a confiança de co-criadores. Acompanhados de todo, pelo Amor que recebemos descido do céu a habitar no meio de nós, Jesus, pelo poder re-criador do Espírito prometido a cada hora, o Espírito Santo. Co-criadores deste mundo, que ainda não está acabado. Assim a nossa profissão seja meio de santificação. Santificarmo-nos para santificar tudo à nossa volta. Fazer tudo por Amor.
Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo (Caminho, n. 813 José Maria Escrivá).
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23 S. Paulo); e ainda “Servos, obedecei a vosso senhor … na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre” (Efésios 6:5-8 S. Paulo).
Assim, tudo o que fazemos, fazemo-lo para o Pai. O Senhor quer-nos Santos onde estamos. Com as condições que temos. Pelas mais diversas razões que nos levaram a chegar onde nos encontramos. Assim, cada conversa, cada cliente, cada fornecedor, cada mail enviado, cada mensagem, cada leitura, cada situação, seja revestida da noção plena que o Senhor deposita em nós a confiança de co-criadores. Acompanhados de todo, pelo Amor que recebemos descido do céu a habitar no meio de nós, Jesus, pelo poder re-criador do Espírito prometido a cada hora, o Espírito Santo. Co-criadores deste mundo, que ainda não está acabado. Assim a nossa profissão seja meio de santificação. Santificarmo-nos para santificar tudo à nossa volta. Fazer tudo por Amor.
Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo (Caminho, n. 813 José Maria Escrivá).
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