Partilho hoje convosco uma explêndida oração para colocar o coração no lugar.
Não te inquietes com as dificuldades da vida
com os seus altos e baixos, com as suas decepções
com o seu futuro mais ou menos sombrio.
Quer o que Deus quer.
Oferece no meio das inquietações e dificuldades
o sacrificio da tua alma simples que, apesar de tudo,
aceita os designios da providência.
Pouco importa se te consideras um frustado
Se Deus te considera completamente realizado a seu modo.
Perde-te confiando cegamente nesse Deus que te quer para si,
e que chegará até ti, ainda que nunca o vejas.
Pensa que estás nas suas mãos
tanto fortemente seguro
quanto mais decaído e triste te sintas.
Vive feliz. suplico-te.
Vive em paz, que nada te altere,
que nada seja capaz de tirar-te a paz,
nem a fadiga mental nem as falhas morais.
Faz com que brote, e conserva sempre no teu rosto
um sorriso doce, reflexo daquele que o Senhor continuamente te dirige.
E no fundo da tua alma, coloca, primeiro que tudo,
como fonte de energia e critério de verdade,
tudo aquilo que te encha da paz de Deus.
Lembra-te, tudo o que te inquieta e oprime é falso:
asseguro-te em nome das leias da vida e das promessas de Deus.
Por isso, quanto te sintas abatido e triste,
adora e confia.
Teilhard de Chardin sj
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Bem aventurados

Bem aventurados os que se descobrem pela mão do Senhor. Bem aventurados os que querem descobrir o mundo, os outros, a vida, e se mantêm rectos no caminho do Senhor. Privilegiados os que se fazem acompanhar pelo Pai, quando se sentem sós, a precisar do colo humano que não tem. É aqui que mora a vida em abundância que tanto procuramos em tudo e em todos, em toda a novidade. É a Ele que procuramos! Quando pois, nos fechamos, nos sabemos perdidos e consentimos à tentacão de fazer um parentesis, de fechar os olhos e "seja o que Deus quiser", estamos desde logo a perder vida, ainda que nos pareca tão verdade que a estamos a ganhar.
Esse parentesis de "seja o que Deus quiser", é já por si um egocentrismo mascarado, a auto-traição que roubará vida a quem invoca este "falso Deus do parentesis". Após a promessa libertadora que nos faz a tentacão, quando consumida, esgota-se em si mesma e deixa-nos num vazio sem igual. Fica a angústia dilacerante de termos permitido destruir uma boa parte da nossa vida por um desesperado parentesis que hipocritamente desenhamos ao nosso jeito. Ao nosso jeito e não ao de Deus. De nós mesmos enquanto Ele em nós, no mais de proficuo que podemos ser.
Bem aventurados pois, os que se fazem acompanhar por Deus, pelo verdadeiro caminho verdade e vida, que o é aqui e ali na camunhão de todos os cristãos, seja aqui ou na China, pois Ele sim nos dá a vida em abundância que tanto procuramos, independentemente da fase da vida em que estamos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sentinela

O cristão, sabe que é na cruz, sinal do positivo, sinal do mais que o Pai revela também o cumprimento de nós mesmos. Esta é a parábola da vida. A vontade de Deus para nós, não mora na encruzilhada, no desamor, na desentrega, na escassez de vida, mas sim onde sabemos que Ele nos foi e nos é revelado, e aí mora, nos acompanha e puxa por nós.
Quando nos sentimos cansados, em desgaste, é porque não estamos a ir na direção do Amor, mas sim em direcção ao desamor. É por isso alquimia do cristão retirar-se do centro de si mesmo. Esvaziar-se de si. O centro, a árvore que está no centro do jardim, pertence a Deus, não a nós. Aí, a partir d´Ele, ser-nos-ão reveladas todas as coisas.
A tentação

Tomar uma opção ou partido de uma atitude em relação a algo, só porque fugimos de uma dada dificuldade, tem os dias contados até à nossa vertiginosa queda. Por ter sido o voo tão alto, por nos saber tão bem em apetite, a tão aparente real leveza que íamos sentido enquanto nos distanciávamos, naquele "maravilhoso" voar!
A tentação é um músculo robusto. Com uma marreta não a deitamos a baixo. A tentação é um músculo robusto, balofo, mas basta um alfinete e ela, puf! Não tem por isso no duelo a última palavra! Não tem, por ser egoísta e exigir de nós um culto total, para que possa subsistir em auto-suficiência. Sentimo-nos auto-suficientes. Protege-nos do confronto, mas tira-nos vida. Acabamos por não deixá-la sobreviver, porque esta nos desgasta, porque a tentação mora na cabeça e não no coração. Faz-nos correr correr correr. E até gosto nos dá. Faz-nos requerer mais e mais razões para que possamos rescindir o pacto com ela. Prende-nos o querer. Desafia-nos em mais e mais razões para a adesão total do que nos é do dentro. Do coração. Distrai-nos constantemente, adia-nos constantemente, por querer ser rainha e dona de nós. Tira-nos vida. "De uma forma ou de outra há-de haver uma hora em que da vontade de parar."
Percebemos que não é a correr que se chega onde se quer mas sim com a serenidade de quem mergulha no Encontro, adere por e pela fé, e não, pela razão. Confiando-se ao Amor. As razões são periféricas ao Encontro. Quando se experiência o verdadeiro Encontro, lembramo-nos nós por ventura das tantas encruzilhadas que rolam cá dentro?? Nada!
As razões podem clarificar-nos as hipóteses, as susceptibilidades. Mas não são elas que nos dão a vida. Quem dá a vida é o Encontro. O próprio Deus afinal. Nós, mais como Ele. Cai a máscara, no fundo é Ele quem queremos. Não o queremos ofender. Queremo-Lo a Ele por inteiro no centro, e não nós. Esta é a parábola da vida.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Filha da mãe

quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Rezando

Faz tempo que me queria expressar assim. Ao partilharem este texto comigo "reconheci-o" de imediato entre o que vai cá dentro.
"Mudai os vossos corações
não há conversão sem mudança de coração
mudar de lugar não é solução
mudar de actividade não é solução
a solução é mudar os nossos corações
e como os mudamos? Rezando."
Madre Teresa de Calcutá
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Abraço

Engraçado como o abraço é sinal da dimensão das relações. Ele há abraços serenos, apertados, ao de leve, excitados, exaltados, de saudade, de entrega, de integração, de pouco, de tanto. Aquele abraço que nos deixa em braços ou a braços com alguém que no fundo à escala particular de cada relação, precisa de nós e nós dele. Todos nos marcam, assim como como quem no lo dá. Outra experiência do abraço há, que por si só vai para além de si mesmo, é um acorpo. Quando duas vidas se precisam mutuamente para conseguirem ser a vida maior que sozinhos não são. O acorpo de quem se quer em osmose, a ponto de se ser um só. AbraçasTe a cruz de braços abertos. Exercício fisicamente pouco provável mas espiritualmente possível. Desejar um Cristo sem cruz dará vivermos uma cruz sem Cristo. Abraçando-Te acorpo vou para onde fores, faço um pedaço da Tua experiência, no fundo mais perto do que maior posso ser.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Paz-ciente

terça-feira, 6 de setembro de 2011
Cheque com-fiança

Cheque com-fiança. O que nos move a fiar o nosso coração a outro? No fundo, estamos a passar um cheque em branco, sem saber se será utilizado para o motivo pelo qual nos foi pedido. É sem dúvida uma fiança que pode levar consigo o valor da nossa própria vida. Quantas vezes não recebemos também nós estes cheques! Nem sabemos bem o que temos na mão. Apenas sabemos por nos dizerem que é muito valioso e se o usarmos bem, não dará para o todo por sermos nós partes, mas dará para o tudo, tudo aquilo que nos fará falta. Cabe-nos a nós para nossa própria felicidade, sabermos das nossas verdadeiras necessidades primeiro não se vá esgotando o cheque em coisas que nos poderiam consumir muito depois. De todo, aconcelhar-mo-nos com quem está habituado a lidar com cheques de grande valor. O Mestre e os mestres da gestão das grandes fortunas do dentro. Teremos de certo 4 ou 5 à nossa volta. Reconhecer que podemos não estar a saber gerir um tesouro não é derrota, mas sim o principio da vitória.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O mestre

Porque é que Jesus não podia sair da cruz? "Quem não se retira sabe de amor". Que ideia a nossa de tentarmos manipular a todo o intante a invazão da nossas inseguranças. Alimentamo-las precisamente quando nos desconectamos da única coisa que pode vencer o medo, o Amor. Ei-Lo na cruz, fiel ao amor e não à dor. Jesus centrado no essencial, não fala na cruz, dos pregos que Lhe rasgam os pulsos, da asfixa por estar suspenço, ou ainda na coroa de espinhos que que Lhe fere a face, ainda que seja Humano, e tenha sede. Antes, numa leitura envolta em Amor suspira pela presença do Pai, agonia-se com a Sua aparente ausência, e ainda assim pede-Lhe que perdoe os demais por não saberem o que estão a fazer, entrega nas Suas mãos o Seu espírito. Dá a oportunidade a Si mesmo de fazer a experiência da plena confiança no Pai, que afinal permanece junto a Ele e O ressuscita.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Amizade

Há dias assim! A surpresa acontece por que de rompante. Os amigos são sem dúvida uma grande riqueza! Individualidade vs dependência. Quanto menos se espera vêm-nos o conselho, a esperança em palavras, a compreensão, a abertura para uma nova visão à qual sozinhos não chegaríamos. São uma boa parte de nós. Conhecem-nos, e para além de nos conhecerem são um bom horizonte para nos lembrar quem somos, o que nos faz bem no fundo. Não precisam saber todos os pormenores. Precisam ter a sua experiência. Não somos tão diferentes assim uns dos outros que não possamos confiar no essencial. O essencial que agora ou depois, venha a cavalo de inverno ou de primavera, virá ao de cima.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Fidelidade

Porta para a experiência da libertação. Reflexo de maturidade.
Na verdade, somos mais propensos à fidelidade quando as razões que nos convidam a sê-lo, no fundo, nos potenciam o melhor de nós e do outro, retiradas todas as dimensões que não correspondem à verdade de um coração alimentado pela Fonte.
Enraiza-se a fidelidade quando acompanhados de inteligência, do querer e do salto da fé. Ainda que natural porventura, não deixa de ser uma opção, à qual não assiste o contexto, mas antes assume todas as consequências. Testa-se muito mais na prova que na facilidade. Mais ainda, poderemos corresponder-lhe tanto mais, quanto mais provação houver.
A memória do verdadeiro encontro é o factor constituinte da mesma que nos acompanha e nos vai sustendo a adesão. Memória esta que também nos há-de vir depois máscarada e tentada por novos artifícios gerados pelo medo, insegurança. Pela incapacidade nem que seja momentânea de não termos disponível o caminho a que nos leva a inteligência e para além desta, numa margem que não lhe compete, a fé.
Carecemos pois de renovar o desejo, as razões que a inteligência selecionará, assim como de renovar a densidade da fé. Regressando ao encontro ser-nos-á revelado de novo o caminho a seguir, agora mais maduros, mais entregues, mais fiéis.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Vice - Versa

Vice: a qualidade da nossa relação conTigo reflecte-se na nossa relação com os outros. Versa: a nossa relação com os outros reflecte a qualidade da nossa relação conTigo. Não poucas vezes, porque sim, porque não estamos capazes, porque não unificados, porque dispersos e perdidos, fugimos, corremos para onde der, menos para onde tememos o reencontro, o ainda assim tão preciso e desejado reencontro.
Sabemos-Te de braços abertos, acolhedor, à espera, sem que tenhemos hora marcada para estar em casa. Na Tua casa. Não és peso, mas esperança. Por mais dispersos que estejamos, desejamos profundamente que tomes nas Tuas mãos a nossa vida. Sabemos que és o sentido, a verdade, a vida em abundância. Esperamos desesperadamente por Ti. Esperamos desesperadamente pelo encontro dos nossos corações.
Na cruz, revelas a entrega, a exigência da dor, mas também a glória do amor que ressuscita que renova e intensifica o desejo de permanecer a Teu lado enquanto crucificado. A riqueza da fidelidade.
Agradecido pelo mais da oportunidade, de crescimento. Glória sempre a Ti.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Reencontro. Porta para a transfiguração.

Reencontro. Porta para a transfiguração. É como se de repente o longe tivesse sido uma miragem. O coração entrega-se de súbdito como uma criança que corre para o colo da mãe. O reencontro pasma-se de tanta realidade. O querer vem de todos os lados. O olhar é a passagem para o nível do não visto. O aproximar, a ponto de fundir, lembra que não é um desconseguido sonho. A realização vem quando surge um "tu" que nos é mais do que o Eu. A voz que chama, que vem de fora, que ressoa cá dentro, quando à escuta, atenta nos sugere a integridade do dentro. Vocare, completa porque és Tu, transfigurado.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Relacionarmo-nos para a liberdade
Liberdade interior. Núcleo gerador de uma vida bem vivida, no que de melhor há para viver. Relacionármo-nos com os outros para a liberdade de si mesmos é um fiel fantástico do nosso próprio Ser. Indicador por excelência, que espelha bem, se a própria da liberdade interior é ou não uma realidade em nós.
Curiosamente, é assim que nos libertamos a nós também. É assim que crescemos e fazemos crescer. Com opacidade, afeitamos a liberdade do outro para que, não poucas vezes, façamos corresponder a sua orientação com a necessidade de fortalecermos o que em nós é frágil. No fundo, não queremos tanto a coação ao demais por si mesma, mas sim afastar de nós o que no dentro nos possa insegurar.

Há-de-se por tal, garantir que o outro possa decidir por si. Invocar-lhe, a sua inteligência e o seu coração, partilhando imparcialmente de nós tudo quanto sabemos por experiência feita. Só assim se encontrará consigo. Só assim chegará lá por si. Só assim exercitará a sua liberdade.
Só assim seremos nós livres porque entrámos-lhe dentro e nele deixámos o que lhe pertence. Relacionámo-nos para a liberdade que é sua e não nossa. Quanto mais liberdade houver mais responsabilidade se gera.
A Graça é dos dois.
Curiosamente, é assim que nos libertamos a nós também. É assim que crescemos e fazemos crescer. Com opacidade, afeitamos a liberdade do outro para que, não poucas vezes, façamos corresponder a sua orientação com a necessidade de fortalecermos o que em nós é frágil. No fundo, não queremos tanto a coação ao demais por si mesma, mas sim afastar de nós o que no dentro nos possa insegurar.

Há-de-se por tal, garantir que o outro possa decidir por si. Invocar-lhe, a sua inteligência e o seu coração, partilhando imparcialmente de nós tudo quanto sabemos por experiência feita. Só assim se encontrará consigo. Só assim chegará lá por si. Só assim exercitará a sua liberdade.
Só assim seremos nós livres porque entrámos-lhe dentro e nele deixámos o que lhe pertence. Relacionámo-nos para a liberdade que é sua e não nossa. Quanto mais liberdade houver mais responsabilidade se gera.
A Graça é dos dois.
domingo, 29 de maio de 2011
Imaginação

Num triz, projectamos, no que de melhor temos provavelmente, os de mais cenários, pertenços a um filme que desejamos não ver realizado. Desempenhamos e trocamos de papéis a todo o momento. Do nada, somos actores exemplares. Seguimos o guião das nossas entranhadas frustrações do não conseguido, ou do possível adquirido que ai possa vir, mas que é de certo non grato.
A imaginação é um termómetro fantástico de nós mesmos. É reflexo do que cá vai dentro. Tanto dá para ser o sonho que em nós potencia o que nem ousávamos sonhar, como dá para ser ser pesadelo mascarado de sonho que nos vai minoritando mesmo antes das visões e adivinhas poderem chegar a acontecer.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
perfeito vs sanctus
Cresce-me com alegria. Sem desespero. Cresce-me em sabedoria. Assim espero.
Não aconteça incorrer na luta desigual de quem se quer ímpar e tanto, original, perfeito, com pouco de Santo. Escassos são os milímetros que separam a permuta dos caminhos, que aparentemente, se aprontam idênticos.

A perfeição aporta-se em nós. Todo o momento tem que ser um exemplo. Ficamos distantes do fora, pois o centro está dentro. Surte o efeito perverso de nos içarmos em nós, dessa prossecução nos tomar por inteiro.
A perfeição não dorme, nem se dá ao descanso. Torna-se a exigência uma obra prima, sem vida, esculpida em nada, que não rima, que tudo exclui ou demais absorve. Se possível, quem nos dera estar longe de todos (porque cada um nos atrapalha), se possível até de nós (por ser o nós que nos encalha).
Quando chega a lucidez há um querer de Santidade. Os caminhos, que aparentemente, se aprontam idênticos, diferem afinal. Consiga eu ser livre de tão profícua a disponibilidade. Disponível para Ser Humano a caminhar para o Divino. Sendo-me exequível ficar com ou ficar sem.
Cresce-me com alegria. Sem desespero. Cresce-me em sabedoria. Assim espero.
Não aconteça incorrer na luta desigual de quem se quer ímpar e tanto, original, perfeito, com pouco de Santo. Escassos são os milímetros que separam a permuta dos caminhos, que aparentemente, se aprontam idênticos.

A perfeição aporta-se em nós. Todo o momento tem que ser um exemplo. Ficamos distantes do fora, pois o centro está dentro. Surte o efeito perverso de nos içarmos em nós, dessa prossecução nos tomar por inteiro.
A perfeição não dorme, nem se dá ao descanso. Torna-se a exigência uma obra prima, sem vida, esculpida em nada, que não rima, que tudo exclui ou demais absorve. Se possível, quem nos dera estar longe de todos (porque cada um nos atrapalha), se possível até de nós (por ser o nós que nos encalha).
Quando chega a lucidez há um querer de Santidade. Os caminhos, que aparentemente, se aprontam idênticos, diferem afinal. Consiga eu ser livre de tão profícua a disponibilidade. Disponível para Ser Humano a caminhar para o Divino. Sendo-me exequível ficar com ou ficar sem.
Cresce-me com alegria. Sem desespero. Cresce-me em sabedoria. Assim espero.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Guia

quinta-feira, 31 de março de 2011
De novo

sábado, 26 de março de 2011
Sou-te

sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
humanidade

terça-feira, 15 de março de 2011
Colo

segunda-feira, 14 de março de 2011
Agora

quinta-feira, 10 de março de 2011
Todo sem partes

Tudo fica bem quando começa bem. Partir para o dia de bem com ele, comigo, com o que me eleva para o que acordei para ser. Sendo, o mais possível de mim, logo de início, com quem me faz Ser. Simplesmente Ser, o mais de mim. Sem nada para dar, sem nada a receber. Apenas a presença basta para não haver partes para a soma, por ser o todo, um Todo só por si.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Ganha o Silêncio
Por vezes, tento trazer de dentro para fora o que És, cá dentro. Batalha em vão, por ser tão mais que o possível de se dizer, ainda que de dicionário aberto. Ganha o silêncio. Linguagem de quem É, sem precisar dizer alguma coisa para chegar a Ser. No silêncio escuto o que de mais fundo há. No fundo o que de mais fundo És. Quanto mais se vai escavando mais inteiro fico. É o estranho jogo de morrer para ganhar nova vida. Sem prescindir do que sou vou sendo desarmado nesta luta desigual, para que ganhe o que é Maior que eu. Um tanto, ao qual curiosamente, não chego, mas antes, que me alcança.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
com-sentido

Pediste-me para confiar.
Tarefa difícil quando, cheios de nós,
sem sentido,
teimamos supor que suportamos por nós,
o que talvez não nos pertença ter por concluído.
Assemelha-se à ilusão de controlar as hipóteses num qualquer jogo de sorte. É tanto o querer que nos chega a parecer real uma realidade que nos ultrapassa.
Começa-se sentido.
Quero dizer, Sem-tido, por nos escapar o ter.
Depois, volta-se ao ponto de encontro onde nos cruzámos da última vez. Aí, tudo ganha de novo, um novo sentido.
O mesmo, a partir do qual se tinha partido,
a partir do qual tudo fazia sentido.
Nunca se chegou a perder,
apenas se preparava para em resiliência voltar, contido.
Quero dizer, com-tido, por passarmos a ter.
Tarefa simples porque, cheios de Ti, agora com sentido.
De mim, apenas o coração dei,
e porque foste Tu a pedir,
a pedir para confiar com ou sem tido,
sorri, confiei.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Poema à mãe
Porque há "mães" que entretanto perdem o rasto do nosso dentro.
"No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves."
Eugénio de Andrade
"No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves."
Eugénio de Andrade
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Nos rumos do homem novo
Esta letra...!
Na vara que se abre em dois caminhos,
Aceitamos proposta de opção,
Sabendo que nunca vamos, sozinhos
Quando é por Cristo, a decisão.
Mochila às costas, com o pão e a palavra,
Levamos tenda prontos para partir.
Guia-nos um fogo, que não se apaga
Que acende no lenço, a cor do servir.
Refrão
Ser Caminheiro
nos rumos do Homem novo
ser construtor,
de um mundo novo
caminhando no amor
ser Homem novo.
Sonhamos cada dia o amanhã,
E que queremos de esperança decidida,
E partilhar na carta de clã.
Nossos rumos, prosseguem aventuras
De encontros do Homem com Deus,
Na história.
A exigir a coragem de rupturas
De que a cruz no mundo, gritar memórias.
Refrão
Nas palavras de montanha, a verdade
A chamar por coerência e compromisso,
O evangelho feito comunidade,
Vivido em atitude de serviço.
De B.P. vem, o apelo a navegar,
Caminhos de triunfo, a felicidade,
Em Jesus Cristo a meta a alcançar,
O Homem novo chamado à eternidade.
Refrão
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Pelos dedos se conta a partilha

A questão é subtil. Normalmente invertida. Não a métrica. A semântica. Detecta-se, se por exemplo, na frase vier um tal de "então como vão as "coisas"?".
Qual foi a última vez que se perguntou: "como estás? (tu)". Sim, para tal é preciso disponibilidade, é verdade. Talvez seja por isso que é irritante de se fazer, a pergunta. Em resposta pode sempre vir um "não estou muito bem" e ai sentimos a necessidade de cuidar, deixando vir ao de cima a natural propensão à psicologia do senso comum que todos temos.
O que vale é que as "coisas", essas, à partida, estão sempre a correr lindamente.
No decorrer, vai-se perdendo o desejo de fundo e fica apenas a pobre conversa onde só há espaço para contar e não para partilhar. Contar tem apenas um sentido. Partilhar tem dois. Contando fica-se ainda mais vazio. Partilhando somos Um, depois.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Experiência de céu

Aprender a viver numa experiência de céu. Tanto de novidade como de querido e já conhecido por dentro, faz tempo, por tanto se desejar. A realização é veridica! Quando em maturidade, chega-se perto do que de maior há para se ter, em vida. Ter, que no fundo é um tudo de Dar. Por vezes , a possibilidade de nos sentirmos nós mesmos parece-nos vedada. Zona interdita, até ao dia que "do céu" chega a Graça. Um céu que se faz de dentro para fora e de fora para dentro, numa linha tão ténue, que nem se chega a confundir, por ser, em unissono a mesma Vida. Ressuscitado, proporcionas esta nova Vida, que és Tu mesmo, em nós.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Contigo Maria

Espreitar atrás da porta
Descobrir um quarto escuro
Inventar uma nova rota
Deixar o porto seguro
Caminhar por entre as trevas
A sorrir com confiança
Saber que a mão que nos leva
É a luz da nossa esperança
Contigo Maria vamos
É em ti que encontramos
A força para sonhar
Contigo Maria temos
A alegria que revemos
Nos gestos do teu amar
Estar atento que a meu lado
Pode andar alguém sozinho
Correr sempre ao teu encontro
Fazer da vida o caminho
Contemplar-te neste mundo
A sarar todas as feridas
Olhar cada vez mais fundo
Ter nas mãos o dom da vida
Contigo Maria vamos
É em ti que encontramos
A força para sonhar
Contigo Maria temos
A alegria que revemos
Nos gestos do teu amar
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Como Maria

sábado, 29 de janeiro de 2011
o milagre da aparição

Já por si a Existência como um milagre.
Uma realidade que não está acabada, uma experiência envolta de mistério. Tudo está em contínua criação.Eventos há que parecem abrir um parêntesis de eternidade. Chegam a tocar o próprio Deus. Fora do espaço e do tempo mas que se faz Presença bem no dentro da própria humanidade de cada um. Estando atentos, quantos e quantos milagres não vão acontecendo no dia a dia! A própria conversão a que o Amor possibilita em tudo o que se deixa transformar por Este. Não estava previsto. Parece impossível. No mínimo, muito pouco provável. Mas Ele vem. De maneira sempre criativa e revestida de novidade, expurga-nos para algo, que estará algures, mais perto do pleno. Eis se não quando, uma própria aparição que nos possa despertar de dentro para fora o que de melhor temos para dar. Algo que portanto faça a diferença. Não é um simples acontecimento. Este revela-se ímpar. É! O mais possivel cheio de Graça.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Amigos em Cristo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
timmings

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
trilho..

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Castidade..

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
multidão

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
paco de lucia entre dos aguas original
Que condição genial a nossa de poder optar pelo bem maior. Experimentar no dentro o que chega a ser Deus. Experimentar no dentro o que somos apenas a partir de nós. Experimentar o que outros são em nós. Aquele gesto, aquele olhar, aquele ser discreto mas perto, aquela incerteza que é certa. Fico maravilhado com este "Entre dos aguas"; parece natural (e em certa medida é) mas espelha bem que para chegar a este nível de qualidade é preciso trabalhar, e muito.
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